PÓS-PANDEMIA E TRANSFORMAÇÃO DE NEGÓCIOS: Sua empresa está preparada para o que está por vir?

Atualizado: Jul 26



Um dos grandes aprendizados que tive do curso de Inovação Exponencial que fiz na Singularity University, há um ano atrás, foi sobre a diferença do pensamento exponencial e o pensamento incremental.


Não quero aqui falar sobre organizações exponenciais, mas na forma de pensar desses negócios. Sobre o modelo mental de quem está, sim, não apenas inovando, mas sendo cada vez mais relevante, competitivo e adaptável a um mundo cada vez mais veloz, conectado e, claro, digital.


Essa forma de pensar é que está moldando o futuro das organizações e você precisa estar conectado umbilicalmente a ela. Hoje, mais do que nunca!


Se a sua empresa continua seguindo a lógica top-down e hierárquica, minimizando riscos, não atentando para seus clientes/usuários, deixando os dados de lado, orientando-se a resultados financeiros e possuindo entregas bem padronizadas, muito cuidado. É muito provável que você encontre dificuldades logo ali na frente (se já não estiver encontrando agora!).


O mundo já estava mudando, mas agora a ruptura é mais profunda e torna-se indispensável olhar para dentro - para o seu time e a sua cultura - e refletir se faz sentido continuar fazendo as coisas da mesma forma. Se você identificou o seu negócio nas características trazidas no parágrafo acima, o futuro será provavelmente muito difícil.


Nesse contexto, gostaria de compartilhar 6 características essenciais para os negócios seguirem competitivos e adaptáveis a esse novo mundo pós-pandemia:



Horizontalidade


A maioria das empresas continua cobrando do seu funcionário muito mais do que o incentivando. A lógica tradicional é essa, resultado do estilo de gestão top-down, onde o líder oi um pequeno grupo de pessoas toma as decisões do negócio e seus colaboradores se limitam à execução.


Esse modelo mental rígido não se sustenta mais. A necessidade de se adaptar às novas realidades e inovar não comportam mais essa gestão de comando e controle. Esse sistema tende a matar a inovação, o que pode matar o seu negócio.


Não seria irresponsável de dizer que não podemos deixar de ter metas e cobranças, tampouco líderes. Pelo contrário, tudo isso é cada vez mais relevante e indispensável. A provocação é que as cobranças venham com alinhamento e a partir de uma construção com maior colaboração de todos, num trabalho em equipe. E que os líderes sejam pessoas inspiradoras e confiem nas pessoas, par engajar o time e levar o negócio adiante.



Aceitação ao erro


Outra característica importante é quanto à aversão ao erro que existe em grande parte das empresas. Elas tendem a minimizar riscos e, assim, não arriscam. Não experimentam. Não testam. Isso precisa ser urgentemente revisto em todos os negócios, independentemente do segmento ou setor econômico que esteja inserido.


A aceitação do erro como parte do processo é ainda muito difícil de ser assimilado por muitas empresas. Elas seguem estruturadas para não privilegiar os inquietos, aqueles que desafiam o status quo, mas somente aqueles inquietos que acertam. Nesse cenário, todos querem acertar e faz seguirem o caminho mais seguro.


Não estou fomentando aqui o erro, a falha. Mas sim a iteração constante para experimentar e aprender com esses erros, essas falhas. Não é a falha pela falha, mas a falha como aprendizado.


Se a empresa quiser inovar, essa lógica precisa inverter: ao invés de minimizar os riscos, devemos maximizar o aprendizado. E seguir em frente, testando e experimentando.



Centricidade no Cliente


Outra característica indispensável para se manter relevante e competitiva é possuir uma obsessão pelo cliente. É indispensável estar muito próximo dos clientes, entender seus desafios e principais dores em tempos de tantas incertezas.


Em relação a isso, a teoria do job to be done, do professor Clayton Christensen, precisa ser aplicada constantemente e a provocação que deve ecoar constantemente deve ser: no meu mercado, quem está se comunicando com os meus clientes, mesmo que hoje eu não o veja como concorrente?


A concorrência mudou e compreender quem se relaciona com o nossos clientes é indispensável. Entender que não somos nós que vendemos um produto, mas é o cliente que compra o benefício/solução oferecida pelo produto é muito relevante nos dias de hoje.


Deve-se entender que a empresa não está no mercado do produto que tenta vender, mas no mercado da solução que é comprada. Se o pensamento linear pensa nos concorrentes, mas o pensamento exponencial pensa no job to be done. E isso faz toda a diferença!



Data-driven


Entender qualitativamente os dados e trabalhar em volta deles é algo que deve ser uma constante! Não faz mais qualquer sentido não se orientar à riqueza que os dados proporcionam, para ter maior assertividade no seu negócio.




Propósito


Descobrir o DNA e entender aquilo que move uma empresa deve ser explorado nesse novo mundo.


Os negócios querem histórias que inspirem empregados, animem seus sócios, atraiam clientes e engajem sua comunidade. Uma história concisa, mas abrangente. Específica, mas com espaço para tornar-se mais ampla. Uma história que defina a visão do negócio, comunique a sua estratégia e personifique sua cultura.


Impactar positivamente gera isso tudo. Os clientes não querem mais apenas comprar produtos e serviços. Eles querem co-criar. Eles querem integrar uma comunidade. Eles querem efetivamente sentir-se parte.


Descubra e explore o seu propósito. De forma transparente, consistente e genuína.




Personalização nas entregas


Nas últimas décadas, vivemos tempos de padronização. Tudo passou a ser massificado. Para todos. Igual. Ocorre que, com o desenvolvimento de diversas tecnologias, a personificação passou a ficar mais barata. O comportamento também mudou e tornou necessária uma entrega mais personalizada. Nominada. Mais próxima. Mais humana.


Valorize o seu cliente. Cada um deles e proporcione momentos wowww em todas as entregas. Em todos os pontos de contato com ele. Explore isso ao máximo. A criação de momentos de pico é sempre incrível e te torna único [poderia falar bem mais sobre experiencia, mas deixar para um artigo próprio].


Concluindo

Resultados diferentes exigem atitudes diferentes. E é através dessas transformações que sua empresa permanecerá competitiva e adaptável. Pense a inovação a partir da compreensão correta das dores do negócio (para inovações internas) ou das dores dos clientes ou usuários (para inovações externas). Elas devem estar alinhadas com a estratégica de negócios da empresa e estar disseminada na corporação.


Não se pode mais esperar.


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