Aprendizados e reflexões de 100 dias de quarentena

Atualizado: Jul 26




A quarentena ainda nem terminou - talvez estejamos no fim, quem sabe estejamos no meio ou até mesmo apenas no início - mas o fato é que todos já tivemos importantes aprendizados e fizemos importantes reflexões sobre tudo isso que estamos vivendo. Tudo o que estamos sentido. Sobre tudo o que está se transformando. Quem não fez, sugiro que o faça!


Quando paro para pensar nas mudanças que ocorreram no meu dia a dia até aqui e refletir sobre o que realmente continuarei fazendo depois que tudo terminar e que, obviamente, eu não fazia antes, tenho uma tendência a acreditar que mudarei muito pouco. Uma das mudanças que mais impactou o mercado corporativo, que foi o trabalho remoto, já fazia parte do meu dia a dia e, talvez por isso, tenha sido menos impactado do que a grande maioria. Todo o resto pré-Covid, eu gostaria de ter de volta! Genuinamente, eu queria de volta. Esse é o meu desejo!


Ocorre que profundas mudanças externas estão acontecendo diariamente e são elas que ditarão o ritmo das nossas vidas. Portanto, aos mais céticos, o que eu tenho para dizer é o seguinte: sim, sua vida nunca mais será como antes e, sim, você também mudará. Você precisará se adaptar ao novo, que está vindo em uma velocidade muito maior do que qualquer um poderia imaginar.


A partir de alguns novos comportamentos já é possível identificar novos padrões, muitos dos quais ficarão conosco provavelmente para sempre. Aprendi que vivemos hoje e viveremos por algum tempo uma Economia de Pouco Contato (Low Touch Economy) e, nessa realidade, os cuidados com saúde e higiene serão muito maiores. Os jantares nos restaurantes serão completamente diferentes de como eram. As compras em lojas físicas serão diferentes também. Os protocolos de limpeza nunca mais serão os mesmos.


Aprendi que todos os negócios devem redesenhar suas jornadas internas (colaboradores) e externas (clientes), seguindo essa nova lógica. Além disso, todos devem repensar as experiências que entregam aos seus clientes e refletir sobre todos os pontos de contato com eles. Um a um. Para, a partir daí, explorar como abordar seu público sob a lógica do delivery, como retirar pontos de atrito, como funcionar 100% disponível para quem quiser te consumir, inspirado no streaming. Haverá muitas oportunidades para redesenhar isso. Um oceano azul em tempos tão difíceis.


Sobre legados da pandemia, lembrei enquanto escrevia que no início da quarentena fiz um post no LinkedIn compartilhando meu sentimento de que o mundo mudaria no pós-Covid. Comentei, lá no distante dia 17 de março, o seguinte: [quando esse período de afastamento terminar] “seremos mais resilientes. Mais colaborativos. Seremos mais humanos”. Repito aqui porque sigo acreditando muito nisso. A resiliência é uma consequência natural de tudo o que estamos vivendo. A colaboração, por outro lado, aprendi que será uma necessidade. Em tempos assim, temos que nos ajudar mais. Temos que evoluir e entender que colaborar é > do que competir e que podemos crescer juntos. Cada vez mais isso parece fazer sentido.


Aprendi que precisaremos como empresas nos conectar cada vez mais com nossa comunidade. E se o seu negócio não possui essa conexão forte, busque. Crie canais com os teus e traga eles junto. O senso de comunidade gera engajamento e isso acaba se disseminando em efeito de rede. E o ciclo tende a ser sempre virtuoso. Ganha-ganha. Experimente!


Aprendi que as soft skills serão mais importantes do que nunca. Por muito tempo, o mercado valorizou quase que exclusivamente as hard skills, independentemente da área. As habilidades técnicas eram o norte para seleção, contratação, promoção e crescimento de “carreira”. Não é mais. Elas seguem (e sempre serão!) indispensáveis, mas não se sustentam mais sozinhas. Quando o distanciamento se impõe, ou as regras do jogo mudam, temos que nos adaptar e skills emocionais e sociais ganham muita relevância. Da mesma forma a (sempre presente) empatia, a adaptabilidade e as novas habilidades desse novo mundo, sobretudo aquelas relacionadas ao digital.


Aprendi que olhar para dentro é muito mais importante do que ser visto por muitos. É ali que tudo faz sentido.


Aprendi que em tempos de distanciamento me conectei e reconectei com quem mais importa. Com quem realmente é essencial.


Aprendi que podemos viver com muito menos e isso trouxe muitas ressignificações. E aqui certamente haverá mudanças.


A lógica anterior não mudou. Ela virou de cabeça para baixo e, inevitavelmente, isso nos fará mudar. Todos esses aprendizados listados e tantos outros, me farão mudar. Por mais que eu tenha uma tendência a acreditar, num primeiro momento, que mudarei muito pouco.


Se você acredita que tudo continuará igual, me escreva. Não trago verdades. Como coloquei lá em cima, esse é apenas um texto de aprendizados e reflexões.


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